Engraçado como nós sempre temos resposta para tudo.
Como nós sempre dizemos que sabemos algo.
Engraçado? Não, triste, pois isso significa que a maioria de nós está sempre fechada para algo novo.
Estamos sempre fechados para respeitar o momento do outro dizer algo que julga importante.
Se já sabíamos de antemão o que nos dirão, porque não colocamos em prática?
A vida é um mistério, mas há certas coisas que são tão simples.
Dentre elas está o respeito e o carinho que devemos ter com as pessoas.
Falo do respeito e do carinho da coisa que mais podemos fazer no nosso dia a dia e não fazemos:
respeitar o que nos dizem, ter carinho em ouvir aquilo que já sabemos ou mesmo aquilo que já ouvimos mil vezes antes.
Uma vez alguém me disse que queria fazer terapia para ter um "amigo pago".
Pura verdade. Não que terapia substitua amizade, mas hoje em dia é tão raro termos alguém com quem podemos compartilhar algo, seja importante, banal, fútil, seja um sonho, um pensamento, sem medo de sermos julgados.
Sem medo do que vão pensar de nós.
Vamos refletir como tem sido nossos diálogos.
Porque essa ânsia em querer dizer tudo o que você pensa?
Porque não deixar que o outro faça o mesmo?
E melhor porque não permitir que ambas façam isso sem atropelo?
Infelizmente a maioria de nós não fomos educados assim.
Crescemos vendo que aquele que fala mais alto, mais forte ou mesmo o que fala mais é o que vence.
Pois isso nós escutamos, mas o que calou, nós não sabemos se ele se sente bem em calar, acreditamos que ele perdeu.
Vamos olhar o exemplo dos grandes homens e mulheres que passaram pela história, e deixaram frases e pensamentos brilhantes.
Eles ouviam tudo, e calmamente davam uma resposta simples, curta, mas de uma profundidade que perdura por séculos.
Houve um homem que há mais de 2000 mil anos disse: "Passará o céu e a terra mas minhas palavras não passaram"... e isso continua tão vivo.
Existiu outro ainda que nada escreveu, e que ficou famoso por saber ouvir o que os outros queriam dizer, por estar aberto a ouvir novas ideias. Será que você já ouviu falar de Sócrates?
E existiu um que deixou uma célere frase, ah como será bom quando nós aprendermos a colocá-la em prática: " Não concordo com uma só palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o direito que tem de dizê-las".
Nós acreditamos que sentimos carência, mas o que vejo é que na verdade sentimos falta de alguém que nos ouça de verdade.
Quantas vezes nos sentimos tão bem, depois de um monólogo com um amigo?
Sim monólogo, pois falamos, falamos e a pessoa nem abriu a boca, mas nós esvaziamos nosso copo.
Agora como ficou nosso amigo - que com certeza também estava com seu copo cheio - saiu com o dele mais cheio, pois além do dele, levou todo nosso líquido (palavras).
Não queremos escrever, não queremos ler, não queremos fazer quase nada... mas de falar ninguém se cansa.
Se alguém cansa de falar, não significa que aprendeu a ouvir, pois muitos confundem não querer ouvir com não querer falar.
Quantas vezes deixamos de procurar alguém, porque será demorado demais ouvir o que a pessoa tem a dizer, pois ela sempre fala muito.
No mundo com tantas pessoas e ainda insistimos em querer usar mais a boca do que os ouvidos. Será que a natureza falhou quando dispôs dessa forma? Tenho certeza que não.
Um dia ouvi após uma aula de hidroginástica os alunos dizerem: "vamos descansar a língua".
Por incrível que pareça, mas existem pessoas que pagam para malhar, mas na verdade vão para falar.
Ouvir o que os outros tem a dizer nos incomoda. Queremos falar, queremos ser ouvidos, mas já o inverso nem sempre.
Quem não se lembra da famosa brincadeira da "vaca amarela" quem falar primeiro....pelas minhas lembranças era a que mais rápido acabava, até mesmo a da estátua demorava mais.
Será que ficar com o corpo parado é mais fácil que ficar sem usar a língua?
Tamy Henrique Reis Gomes
Como nós sempre dizemos que sabemos algo.
Engraçado? Não, triste, pois isso significa que a maioria de nós está sempre fechada para algo novo.
Estamos sempre fechados para respeitar o momento do outro dizer algo que julga importante.
Se já sabíamos de antemão o que nos dirão, porque não colocamos em prática?
A vida é um mistério, mas há certas coisas que são tão simples.
Dentre elas está o respeito e o carinho que devemos ter com as pessoas.
Falo do respeito e do carinho da coisa que mais podemos fazer no nosso dia a dia e não fazemos:
respeitar o que nos dizem, ter carinho em ouvir aquilo que já sabemos ou mesmo aquilo que já ouvimos mil vezes antes.
Uma vez alguém me disse que queria fazer terapia para ter um "amigo pago".
Pura verdade. Não que terapia substitua amizade, mas hoje em dia é tão raro termos alguém com quem podemos compartilhar algo, seja importante, banal, fútil, seja um sonho, um pensamento, sem medo de sermos julgados.
Sem medo do que vão pensar de nós.
Vamos refletir como tem sido nossos diálogos.
Porque essa ânsia em querer dizer tudo o que você pensa?
Porque não deixar que o outro faça o mesmo?
E melhor porque não permitir que ambas façam isso sem atropelo?
Infelizmente a maioria de nós não fomos educados assim.
Crescemos vendo que aquele que fala mais alto, mais forte ou mesmo o que fala mais é o que vence.
Pois isso nós escutamos, mas o que calou, nós não sabemos se ele se sente bem em calar, acreditamos que ele perdeu.
Vamos olhar o exemplo dos grandes homens e mulheres que passaram pela história, e deixaram frases e pensamentos brilhantes.
Eles ouviam tudo, e calmamente davam uma resposta simples, curta, mas de uma profundidade que perdura por séculos.
Houve um homem que há mais de 2000 mil anos disse: "Passará o céu e a terra mas minhas palavras não passaram"... e isso continua tão vivo.
Existiu outro ainda que nada escreveu, e que ficou famoso por saber ouvir o que os outros queriam dizer, por estar aberto a ouvir novas ideias. Será que você já ouviu falar de Sócrates?
E existiu um que deixou uma célere frase, ah como será bom quando nós aprendermos a colocá-la em prática: " Não concordo com uma só palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o direito que tem de dizê-las".
Nós acreditamos que sentimos carência, mas o que vejo é que na verdade sentimos falta de alguém que nos ouça de verdade.
Quantas vezes nos sentimos tão bem, depois de um monólogo com um amigo?
Sim monólogo, pois falamos, falamos e a pessoa nem abriu a boca, mas nós esvaziamos nosso copo.
Agora como ficou nosso amigo - que com certeza também estava com seu copo cheio - saiu com o dele mais cheio, pois além do dele, levou todo nosso líquido (palavras).
Não queremos escrever, não queremos ler, não queremos fazer quase nada... mas de falar ninguém se cansa.
Se alguém cansa de falar, não significa que aprendeu a ouvir, pois muitos confundem não querer ouvir com não querer falar.
Quantas vezes deixamos de procurar alguém, porque será demorado demais ouvir o que a pessoa tem a dizer, pois ela sempre fala muito.
No mundo com tantas pessoas e ainda insistimos em querer usar mais a boca do que os ouvidos. Será que a natureza falhou quando dispôs dessa forma? Tenho certeza que não.
Um dia ouvi após uma aula de hidroginástica os alunos dizerem: "vamos descansar a língua".
Por incrível que pareça, mas existem pessoas que pagam para malhar, mas na verdade vão para falar.
Ouvir o que os outros tem a dizer nos incomoda. Queremos falar, queremos ser ouvidos, mas já o inverso nem sempre.
Quem não se lembra da famosa brincadeira da "vaca amarela" quem falar primeiro....pelas minhas lembranças era a que mais rápido acabava, até mesmo a da estátua demorava mais.
Será que ficar com o corpo parado é mais fácil que ficar sem usar a língua?
Tamy Henrique Reis Gomes
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